Translate

Monday, June 09, 2008

encar ne cido
o amanhecer tem um seguimento negro, outro azul, usual

outro entre a carne do outro

o que não vem assim carregado de nós mesmos

a nuvem traz eletricidades

sinto o choque

outro nome antigo e apagado


o mesmo instante

instável
superficial

como eram teus olhos?

não lembro, eram ossos secos

caveira da lágrima

carbono
refém de tuas cópias

és para todos o mesmo pano de fundo

raso
de pop art em decadência

perverso

o verso anti

de Wilde

e querer ser como a postagem

de papel francês

é querer sede demais
esquece

sou outra

jamais

sou

oscar, camille, ana C., menos

o que esperas de mim.

11 comments:

michelle cunha said...

querida Josete, tem tantos querendo que eu seja outra que náo me pertence, nem apetece ser!

mas faço resistencia firme, pois que não sou flor nem quero ser espinho, não sou número menos ainda musica que sirva apenas para agradar ouvidos de um ego viciado. Estou mais para arrebatamentos do que para conveniencias, minha musica, se exite serve para arrebatar

Minha cara, sei hoje que sou muito além de mim.

já fui tantas, não Clarisses, nem Cecílias, nem Pessoas... fui tantos outras sendo eu que não sei como em mim é possivel de caber tantos!

adorei teu poema escrachado, irie sem posta-lo pondo teus creditos no meu blog

adorei mais ainda te reencontrar no espaço que hoje acho mais surreal que virtual!

vamos conversando

quero uma avaliação tua sobre meus escritos, que tirando os erros gramaticais q deixo escapar distraida sao muito puros de sentimentos

linko vc tmb

beijos

CHRISGYS said...

Olá querida!!

bisbilhotando sua arte da escrita,
que me causa uma iquietação densa, e sempre que isso acontece em mim, é muito bom. grande abraço!

julio miragaia said...

Gosto desse tipo de linguagem, que na verdade não sei explicar como é. urbano,pessimista porém pessimista com lucidez, com os pés no chão. parabens pela produção literária. tão rica e instigante e densa.

Bufo said...

"Azul e usual, nuvem de eletricidade..."


Como quase todos os meus dias.

Argentino Neto said...

Grato por seguir meu blog Ideias em Arte-Educação. Quero seguir o seu também, mas ainda não temos esta opção aqui não é mesmo. Volte sempre que puder.

Rômulo Ferreira said...

ola Josette, tudo bem?
sou amigo do Antonio dos Anjos, Estamos tentando reformular o blog dele para colocar oemas novos e divulgar, so que nao temos a senha... ele disse pra eu tentar lhe contactar para juntos darmos esta força ao nosso amigo em comum!
aguardo...
romulopherreira@gmail.com
Abraços

Hermínia Nadais said...

Isto é desânimo?... ou... o quê?
Força!

Ana Claudia said...

"O quereres e o estares sempre a fim
do que em mim é de mim tão desigual
faz-me querer-te bem, querer-te mal
bem a ti, mal ao quereres assim."

Lu Dantas said...

Oi, Josette. Gostei do texto e do blog. Voltarei, viu!

Bjs

Lu Dantas said...

Gostei muito!

Bjs

Marco Rocca said...

De um existencialismo visceral... Aprecio muito este modo de escrever. Aplausos poetisa! Tenho um amigo, o Lou, quando puder visite seu blogger. Fraterno abraço, MR.

http://ahoradametamorfose.blogspot.com.br/